prédio & entorno ::: século XVII

No início do século XVII, o Rio de Janeiro contava com uma população de quase 4 mil habitantes, entre índios (a maioria), portugueses e negros africanos escravizados, que começaram a ser introduzidos na cidade para trabalhar nos engenhos de açúcar. Outra atividade importante era a pesca da baleia, ainda abundante na baía de Guanabara e arredores. Com a expansão e crescimento da economia, a cidade passou a se expandir além do núcleo do Morro do Castelo: a população passou a ocupar as áreas planas ao longo da Rua Direita (1), num movimento que resultou por subtrair à colina a sede das funções religiosas e administrativas. A Casa de Câmara e Cadeia (2) foi transferida para a várzea, que também abrigava a Igreja do Carmo (3); e o cemitério (4) próximo à Santa Casa de Misericórdia foi definitivamente consagrado como local de sepultamentos.

As fortalezas da cidade, desde a vitória contra os franceses, tinham sido reforçadas para enfrentar os sucessores de Villegagnon (que só seriam derrotados em Cabo Frio em 1606) e a possibilidade de um ataque holandês, que se concretizou na Bahia e Pernambuco. A Bateria de Santiago, na Ponta da Piaçava, foi ampliada a partir de 1603 e tornou-se a Fortaleza de Santiago (5). Em 1693, passou a abrigar uma prisão para escravos, que anteriormente eram aprisionados na Cadeia localizada nos altos do Morro do Castelo. Este nome - Calabouço - terminou por designar a fortaleza e a ponta onde ela se localizava.

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