| prédio & entorno ::: século XVI Em 1567, depois de dois anos de escaramuças, os portugueses comandados por Estácio de Sá e seu tio, Mem de Sá, derrotaram os franceses de Villegagnon que em 1555 haviam se estabelecido na Baía de Guanabara. Após a vitória, Mem de Sá decidiu transferir a cidade (então localizada entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar) para um local abrigado e seguro: o morro do Castelo, então chamado morro do Descanso. A nova localização possuía bom ancoradouro protegido dos ventos, tinha uma boa visada da entrada da Baía de Guanabara e de seu interior e sua geografia facilitava a defesa contra invasões - considerando que os portugueses ainda temiam os ataques dos franceses por mar e dos índios por terra. Imediatamente foram iniciados os trabalhos de construção de casas para os moradores, igrejas e fortificações.
No Castelo os jesuítas chefiados pelo Padre Manuel da Nóbrega logo fundaram um Colégio (1) e edificaram uma Igreja (2), chamada posteriormente de Santo Inácio; sobre o morro foi também construída uma outra Igreja dedicada a São Sebastião (3), destinada a abrigar a Sé da Cidade e concluída em 1583. Ainda no século XVI, foram erguidas mais duas ermidas, localizadas ao pé do morro do Castelo: Santa Luzia (4) e Misericórdia (5). Esta última estava ligada ao hospital da Santa Casa da Misericórdia, instituição cuja fundação se deve ao Padre José de Anchieta. Na ponta da Piaçava, que avançava para o mar dividindo as praias de Santa Luzia e da Piaçava e onde tinha se localizado uma fortificação francesa, Mem de Sá iniciou a construção da Bateria de Santiago (6), que se somou à duas fortificações erguidas no morro do Castelo - o Baluarte da Sé (7) e a Fortaleza de São Sebastião (8) - para constituir o conjunto defensivo da cidade nascente. A praia da Piaçava, abrigada dos ventos e das correntes, tornou-se o porto de embarque e desembarque e dela saía uma ladeira que levava ao alto do morro. Por ser muito íngreme, logo foi abandonada e substituída pela Ladeira da Misericórdia (9). Ao lado da antiga - a Calçada da Sé -, os jesuítas construíram uma espécie de guindaste (10), para transportar o material destinado às obras da igreja e colégio que erguiam. Por conta disto, esta parte do litoral passou a ser conhecida como "dos Padres da Companhia". |
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