Exposição "Tesouros do Louvre: Esculturas de Houdon"

PROGRAMAÇÃO 2009

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Denis Diderot (1713-1784)

Exposição realizada com a colaboração excepcional do Museu do Louvre no âmbito das comemorações do ano da França no Brasil. Composta de dezenove obras de arte de grande sensibilidade e beleza do acervo do Museu do Louvre, proporciona ao público brasileiro a oportunidade de conhecer a vida e a obra de Jean Antoine Houdon (1741-1828).
O inestimável apoio da Comissão de Eventos do Ano da França no Brasil e do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, a parceria do Museu do Louvre e do curador da coleção, Guilhem Scherf, e da empresa organizadora EMC e o generoso patrocínio da Peugeot do Brasil viabilizaram a realização da exposição no Rio de Janeiro.
Houdon retratou personagens do século XVIII que marcaram a história do ocidente, entre os quais os franceses Mirabeau, Condorcet, Rousseau, Voltaire e Diderot e os americanos Benjamin Franklin, com quem o artista viajou da França para os Estados Unidos, e George Washington. Uma instalação em tamanho real, produzida a partir da imagem do quadro "L´Atelier de Houdon", de Louis-Leopold Boilly, reconstitui o ambiente no qual o artista elaborava suas obras, enquanto painel multimídia apresenta ao visitante a França e o Brasil à época de Houdon.
Um original de uma escultura de Voltaire em bronze e duas réplicas em materiais diversos integram um espaço anexo à exposição e podem ser tocadas pelo público: legendas em braile permitem aos portadores de deficiências visuais complementarem as informações sobre o artista. Terminais digitais interativos e ações educativas também possibilitam ao público aprofundar-se no universo abrangido pela exposição. Agendamento de visitas monitoradas no setor educativo, através dos telefones 21-25509260 ou 61 e do email mhneducativa@gmail.com
Em cartaz, de 29 de abril a 19 de julho de 2009.

Disponível, ainda, um tour virtual pela exposição






Houdon: o escultor do Iluminismo

O busto de Diderot, o fundador da Enciclopédia, esculpido por Houdon, mostra o escritor como um pensador da Antiguidade Romana. Os lábios entreabertos dão a impressão de um homem que fala a uma platéia. Foi com essa obra que Houdon se tornou famoso. As idéias Iluministas influenciaram a Revolução Francesa e a luta pela Independência dos EUA. Houdon é considerado o escultor do Iluminismo. Seus bustos continuam impressionando o público e transmitindo o espírito de seu tempo.
O cinzel de Houdon talhou os traços dos principais vultos do Iluminismo: Diderot, Voltaire, Rousseau, Condorcet, Mirabeau. Essas personalidades históricas deram vida ao Iluminismo, um movimento intelectual que mudou a forma de pensar da Humanidade. No final do século XVIII o ateliê de Houdon foi freqüentado por essas personalidades que ali passaram horas em sessões de pose cujos resultados até hoje impressionam o espectador. A obra de Houdon registrou o espírito de uma época e as características de seus principais protagonistas.
Legenda: Voltaire (1694-1778)





Morfeu: uma obra-prima de Houdon

Para um artista ser admitido na Academia Real de Pintura e Escultura no século XVIII ele devia preencher critérios bastante rigorosos: estudar na escola da Academia, com um dos acadêmicos e obter o primeiro prêmio de Pintura ou de Escultura que contemplava o ganhador com uma estadia de alguns anos na Academia da França em Roma. Na volta da Itália, era preciso que o candidato ao ingresso apresentasse aos acadêmicos uma ou várias obras em diversos materiais a fim de obter a permissão para lhes apresentar uma peça em mármore. Se essa peça fosse aceita, o artista tornava-se membro da instituição. Para um artista que desejasse projeção, esse era o caminho a ser percorrido.
Houdon foi admitido na Academia Real de Pintura e Escultura em 1777 com uma verdadeira obra-prima esculpida em mármore que pode ser vista agora sem que os brasileiros tenham que ir a Paris e visitar o Louvre. A obra representa Morfeu, o filho do Sono na Antiguidade Greco-Romana. Houdon quis mostrar nessa peça toda sua habilidade de perito do mármore ao manipular suas ferramentas com flexibilidade e precisão, demonstrando efeitos de contraste entre o aveludado do pano, a delicadeza da pele de Morfeu e a dureza do rochedo onde ele está deitado.



George Washington

Ninguém menos que Thomas Jefferson foi o responsável pela escolha de Houdon para realizar a imagem escultural de Washington. Na ocasião, Jefferson escreveu a Washington que Houdon era "considerado como o maior escultor do mundo". O artista viajou para o s EUA com Jefferson, que era Embaixador dos EUA em Paris. Nesse cargo, Thomas Jefferson tinha sucedido a Benjamin Franklin que também teve seu busto esculpido por Houdon. Tanto o busto de Franklin como o de George Washington, ambos em terracota, fazem parte da mostra "Tesouros do Louvre: Esculturas do Houdon"

















Conheça as dezenove esculturas que integram a exposição "Tesouros do Louvre: Esculturas de Houdon"