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Exposição "Tristeza do Infinito" |
PROGRAMAÇÃO 2011 |
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Exposição "Tristeza do Infinito"
![]() Sob a inspiração da leitura de textos poéticos de Cruz e Souza, o artista transformou a leitura em ação, criando desenhos, composições, transparências e figuras que falam, sentem e transmitem ao expectador a "tristeza do infinito". ![]() Um pintor no veio poético da Cruz e Souza O que mais chama atenção na pintura de Luiz Fernando de Carvalho Abreu, no caso específico desta exposição, é a profunda admiração pela obra do poeta simbolista Cruz e Souza. Uma admiração, aliás, que transcende as aclamadas qualidades literárias do autor catarinense, uma vez que o intuito é o de visualizar plasticamente aqueles poemas que mais o sensibilizaram como homem e pintor. Aliás, sensibilidade é que não falta nesta série de pinturas do artista carioca. Em cada olhar do espectador a densidade da figura, a atmosfera melancólica, sombria, quase fantasmagórica do poeta, parece assumir o primeiro plano da criação pintada por Luis Fernando que, como ele próprio afirma, ao transportar essas palavras líricas para a tela "tornam-se ferramentas sensibilizadoras da aproximação da expressão visual". ![]() Mesmo nos intricados caminhos da Arte, uma coisa é a palavra; a outra é a visualização. Embora cada uma delas possua estética própria e uma leitura cotejada, ambas se complementam pelo lirismo implícito da proposta. É o caso de Luiz Fernando nesta sua exposição individual. Pintor de sólido aprendizado que inclui a Escola Nacional de Belas Artes, que queiram ou não os incautos ainda é um dos celeiros mais fecundos deste país, ele elabora cada uma de suas telas na razão direta do pensamento poético a que se propõe. ![]() Carregar cada tema com pinceladas firmes, porém nervosas, os tons lúgubres, sombrios, ressaltados pelo cinza e o preto para transmitir dramaticidade a temas de extrema poeticidade, faz do artista carioca um criador de inusitada potencialidade dentro da atual pintura brasileira. Nota-se em cada uma de suas telas uma pensada elaboração no que diz respeito à forma e conteúdo. Suas figuras fogem de quaisquer conotações realistas. Muitas vezes são manchas sugeridas como humanas que pouco a pouco vão se integrando aos olhos dos espectadores mais afoitos à procura, talvez, das palavras de Cruz e Souza que Luiz Fernando num momento de inspirada magia as transformou numa "janela aberta na busca de uma linguagem verdadeira". Geraldo Edson de Andrade é escritor, professor, crítico de arte e membro de Associação Brasileira de Críticos de Arte. ![]() Luiz Fernando de Carvalho Abreu Natural do Rio de Janeiro, é formado pela Escola de Belas Artes/UFRJ com especialidade em restauração. Com exposições individuais e coletivas, realizadas no Rio de Janeiro e em Barcelona, Luiz Fernando é responsável pela Oficina de Pintura do Laboratório de Restauração do Museu Histórico Nacional desde 1985. Realizou trabalhos de restauração em obras de grande importância artística e histórica, à exemplo do "Combate Naval do Riachuelo" e da "Passagem do Humaitá", ambas de Vitor Meireles, do "Baile da Ilha Fiscal", de Pedro Américo e "Procissão Marítima", de Leandro Joaquim.
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