Comemoração dos 90 anos do Museu Histórico Nacional

PROGRAMAÇÃO 2012

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MUSEU HISTÓRICO NACIONAL - 90 ANOS DE HISTÓRIAS


O Museu Histórico Nacional está comemorando seus 90 anos de existência no dia 02 de agosto, às 18h30m, com a seguinte programação:



Inauguração da Exposição "Museu Histórico Nacional - 90 Anos de Histórias"



Em cartaz até 14 de outubro, a exposição revela a trajetória da instituição, criada em 02 de agosto de 1922 pelo Presidente Epitácio Pessoa, no âmbito da Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência do Brasil. Dividida em módulos temáticos, a exposição apresenta 350 peças representativas do acervo do museu, incluindo a primeira peça incorporada à coleção - uma casaca de Senador da época do Imperador D. Pedro II - e a mais recente, um uniforme de gari doado pela Comlurb.
Através da exposição, o visitante tem a oportunidade de conhecer melhor a trajetória do MHN: a formação do acervo, que hoje reúne cerca de 350 mil itens, e as iniciativas pioneiras, como a criação da primeira escola de museologia do pais e do primeiro serviço federal de proteção ao patrimônio nacional.
Com o apoio do DOCPRO, o público tem acesso ainda à Biblioteca Virtual do MHN, com todas as publicações editadas pelo Museu.
Ao longo da exposição, recursos multimídia apresentam fotografias da evolução do conjunto arquitetônico que abriga o MHN, dos circuitos de exposições de longa duração, dos funcionários que atuaram no Museu ao longo desses noventa anos e cartazes de exposições, entre outros temas.


Lançamento de selo e carimbo comemorativo



Obliteração do selo comemorativo dos 90 anos do MHN com o respectivo carimbo em cerimônia realizada pelos Correios.
Com criação de Lau Torquato e foto de Andrea Capella, o selo do MHN é acompanhado por selo de 1º porte de carta comercial para circulação em território brasileiro.
Foram produzidos sob encomenda um total de 12.000 exemplares, que estarão a venda somente na Loja do Museu (folha inteira com doze selos ao valor de R$ 40,00).
O carimbo comemorativo estará disponível ao público de 3 a 31 de agosto na Agencia Filatélica dos Correios, localizada na Agência Central dos Correios (Avenida Primeiro de Março, 64, Centro).

Lançamento de aplicativo para iPhone, iPad e iTouch


Gratuito e disponível para ser "baixado" no Brasil e no exterior, o Museu Histórico Nacional lança aplicativo MHN para iPhone, iPad e iPod Touch , com vasto conteúdo multimídia (áudio, fotos e vídeos).
O APP, desenvolvido pela Neo Cultura, transfere todo o conteúdo dos audioguias do MHN para o "smartphone" ou "tablet" Apple, incluindo áudio em três idiomas (Português, Inglês e Espanhol), além de solução destinada a pessoas com deficiência auditiva, com vídeos em LIBRAS.
O aplicativo permite a navegação através do mapa do museu, seja por uma lista contendo as obras selecionadas ou através de um teclado (útil, quando no interior do museu). Enquanto é apresentado o acervo da instituição, fotos sobre o tema são exibidas.
O novo aplicativo viabiliza que a "visita" ao MHN possa ocorrer, mesmo estando o usuário a muitos quilômetros de distância. Ultrapassando fronteiras geográficas, o Museu Histórico Nacional amplia seu público e cumpre sua missão de produção e difusão de conhecimento.



EXPOSIÇÃO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL - 90 ANOS DE HISTÓRIAS

Criado em 1922 pelo Presidente Epitácio Pessoa, no âmbito da Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, o Museu Histórico Nacional constituiu-se como o primeiro museu de história do país voltado à instrução pública.
Ao evocar os acontecimentos do passado, construiu memórias e histórias, representadas através de seu acervo, exposições e do próprio conjunto arquitetônico que o abriga.
Ao longo de seus 90 anos de existência, consolidou-se como o mais importante museu de história brasileiro, demonstrando pioneirismo no campo da museologia e da preservação do patrimônio nacional, além de uma enorme capacidade de inovar e de recriar-se em função das demandas de cada época. Referência na conservação e exposição de acervo, na produção e difusão de conhecimento, o Museu Histórico Nacional detém hoje, sob a sua guarda, 67% de todo o patrimônio museológico pertencente ao Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura.



PRIMEIRAS COLEÇÕES

As primeiras coleções do Museu Histórico Nacional foram formadas sob os cuidados de Gustavo Barroso, seu idealizador e diretor durante 35 anos. Representavam uma história nacional produzida e difundida no Brasil, desde o século XIX, por historiadores como Francisco Varnhagen e Oliveira Lima, onde a lei, a ordem, a religião e a autoridade seriam fundamentais para a formação de uma nação civilizada. Os objetos expostos remetiam a um passado marcado pelos feitos militares e pelos representantes das elites nacionais.
A formação do acervo deu-se por meio de compras, permutas, transferências de instituições públicas e por valiosas doações de cidadãos brasileiros e estrangeiros. A principal característica dos objetos coletados era a relação com o doador ou com algum acontecimento histórico marcante.
Moedas, condecorações, medalhas, uniformes militares, pinturas históricas, documentos e louças brasonadas, entre outros objetos, foram incorporados ao museu, que, como organismo vivo, devia se impor pelo valor educativo de suas relíquias históricas, evocando a Nação pelos objetos representativos da sua grandeza.



AMPLIANDO E DIVERSIFICANDO COLEÇÕES

O período que se seguiu à gestão de Gustavo Barroso é marcado por um processo de ampliação e diversificação das coleções. Ainda na década de 1960, a doação de uma coleção relacionada à moda, gastronomia e indumentária destaca a representação feminina. Já nos anos 80, a entrada de trezentos artefatos indígenas e de uma coleção de soldadinhos de chumbo dá voz a outros importantes segmentos sociais.
Esse processo intensificou-se a partir da formulação, em 1992, da Política de Aquisição de Acervo, criada com o objetivo não apenas de preencher lacunas e atualizar as coleções existentes, mas, sobretudo, de coletar de forma sistemática e incisiva objetos que representassem a história nacional de forma mais inclusiva e democrática.
Baseada em novos princípios museológicos e na história social produzida no início do século XX, a Política de Aquisição de Acervo volta-se mais aos fenômenos do cotidiano e das massas do que aos grandes eventos político-militares e seus heróis.
Solicitações de doações a particulares, empresas e indústrias; compras em leilões, antiquários e ateliês de artistas incrementam as coleções de objetos vinculados aos mais diversos segmentos sociais. Cartões magnéticos, ferramentas, instrumentos e uniformes de trabalho; mobiliário, eletrodomésticos e utensílios de cozinha, indumentária infantil, brinquedos, documentos, entre outros objetos, formam um conjunto bastante diversificado, que representa uma identidade nacional mais abrangente.



O CURSO DE MUSEUS

Pioneiro e referência no campo museológico nacional e internacional, o Curso de Museus foi criado em 1932, no Museu Histórico Nacional. Foi o primeiro do gênero das Américas e um dos mais antigos do mundo. Com duração inicial de dois anos, formou sua primeira turma em 1933 tendo entre os diplomados Luiz Marques Poliano, Adolpho Dumans, Alfredo Solando de Barros e Paulo Olinto, que em seguida ingressaram no corpo de funcionários do Museu.Em 1934, passou por sua primeira reformulação. Dez anos depois teve a duração ampliada para três e posteriormente para quatro anos. Foi formalizado como curso universitário em 1951, com a obtenção do Mandato Universitário pela Universidade do Brasil. Em 1979, foi transferido para a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO. Atualmente, como Escola de Museologia, continua cumprindo a sua missão na produção de conhecimento e na formação de museólogos.



INSPETORIA DE MONUMENTOS NACIONAIS

O primeiro órgão federal voltado para a preservação do patrimônio nacional foi a Inspetoria de Monumentos Nacionais, criada em 1934, como um departamento do Museu Histórico Nacional. Realizou relevantes trabalhos de conservação e restauro em pontes, igrejas e chafarizes na cidade de Ouro Preto - MG, elevada a monumento nacional, em 1933.
Suas atividades iniciaram-se com a aquisição de pinturas e desenhos que representavam paisagens, objetos e edificações do período colonial brasileiro, para integrar o acervo da instituição. Os principais autores dessas obras foram Alfredo Norfini,
José Watsh Rodrigues e Hans Nobauer. Esse conjunto de imagens constituiu a base documental utilizada para as atividades da Inspetoria e, quando exposto, difundia informações sobre as cidades históricas brasileiras.
Em 1937 esse departamento foi substituído pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - SPHAN, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.



PRODUÇÃO E DIFUSÃO DO CONHECIMENTO

A produção e a difusão do conhecimento foram sempre objetivos do Museu Histórico Nacional.
Da edição dos Anais, em 1940, ao site pioneiro na Internet, em 1996; dos catálogos de exposições e publicações didáticas destinadas a alunos e professores ao áudio guia e aplicativo para I Phones; da realização de cursos e seminários à publicação dos referidos conteúdos; da edição de pesquisas inéditas à disponibilização de todas as suas publicações na Biblioteca Virtual on line, houve sempre preocupação do corpo técnico do Museu ao longo de seus 90 anos em democratizar o acesso às informações sobre seu acervo e aos resultados de pesquisas.
Nesse sentido, outras ações também foram realizadas, tais como exposições itinerantes, doação de publicações a bibliotecas, apoio técnico a museus e instituições culturais em todo o pais.
Os Anais do Museu Histórico Nacional são hoje bem conceituados pelos sistemas de avaliação de revistas científicas no Brasil, e a publicação Sylloge Nummorum Graecorum, editada com a chancela da UNESCO, tem reconhecimento internacional.
Ultrapassando fronteiras geográficas, o Museu Histórico Nacional amplia seu público e cumpre sua missão de produção e difusão de conhecimento.

Museu Histórico Nacional
Praça Marechal Âncora, s/nº
Próximo à Praça XV
www.museuhistoriconacional.com.br
mhn.comunicacao@museus.gov.br
Telefone: 21-25509220

Aberto ao público de 3º a 6º feira, das 10h às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados (exceto Natal, Ano Novo, Carnaval e dias de eleições), das 14h às 18h. Não abrimos ao público nas segundas feiras, mesmo que seja feriado.

Ingresso para exposições do Museu Histórico Nacional:
R$ 8,00 (oito reais)
Estão isentos de pagamento (mediante comprovação): crianças até cinco anos de idade; sócios do ICOM-International Council of Museum; funcionários doIBRAM e do IPHAN; alunos e professores das escolas públicas federais, estaduais e municipais;
brasileiros maiores de 65 anos; guias de turismo e estudantes de museologia. Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores de 65 anos pagam a metade do valor. Ingresso Família (dois adultos e dois estudantes) R$ 20,00
Aos domingos, a entrada é franca.