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Graças ao patrocínio integral da AAMHN, foi restaurada a monumental escultura em gesso do Imperador D. Pedro I, do renomado artista Rodolfo Bernardelli (1852-1931) pela equipe do Laboratório de Conservação e Restauração do Museu, em especial pelo restaurador Cláudio Fontes Aranha.
Foram executadas as seguintes tarefas:
· Limpeza mecânica de todas as partes da escultura e identificação de cada uma delas;
· Confecção de caixote em madeira para elaboração da base, feitura da base em gesso;
· Fixação de parte da perna esquerda;
· Colocação de estrutura em ferro (faltante) na perna direita e chumbamento das partes para sustentação da estrutura;
· Pesquisa de tela de arame para utilização na escultura, incluindo compra;
· Aplicação de tela de arame na parte de trás do tórax e preenchimento com gesso;
· Montagem do tórax sobre as pernas;
· Colocação de partes como o braço direito e a cabeça;
· Confecção da estrutura (faltante) do braço esquerdo;
· Recomposição e colocação da espada;
· Modelagem da perna direita, do braço esquerdo e do chapéu;
· Elaboração do desenho da base em ferro, com rodinhas, para execução em serralheria;
· Colocação da base em ferro e acabamento em gesso;
· Elaboração dos dedos da mão direita e de detalhes diversos por toda a escultura,emassamento, nivelamento e pintura branca.
A recuperação do D. Pedro I faz parte de um grande projeto da AAMHN para restaurar todas as esculturas em gesso do Museu, iniciado com a monumental escultura eqüestre de D. Pedro II, de autoria do escultor Francisco Manoel Chaves Pinheiro, hoje exposta no hall de acesso ao circuito de exposições. Vários bustos de personagens históricos já foram também restaurados no âmbito desse projeto, estando em andamento, no momento, a recuperação da escultura eqüestre de General Osório, também de Bernardelli. Outras três esculturas desse artista – Barão do Rio Branco, Barão de Mauá e Duque de Caxias também serão beneficiadas pelo projeto.
A escultura de D. Pedro I foi um dos pontos altos da exposição “Um Novo Mundo, Um Novo Império – A Corte Portuguesa no Brasil”, em cartaz de 7 de março a 8 de junho de 2008. Para a mostra, a escultura ganhou movimentos labiais e piscar de olhos, num verdadeiro show de tecnologia e ao proclamar as célebres palavras ditas no Ipiranga - “Independência ou Morte. Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil” – emocionou os visitantes e arrebatou palmas da platéia.
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