ESCULTURA EQUESTRE DE D. PEDRO II

EXPOSIÇÕES PERMANENTES

VOLTAR











Graças ao trabalho da equipe do Laboratório de Conservação e Restauração do Museu e ao apoio financeiro da Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional, foi concluída em 1999 a restauração da monumental escultura eqüestre de D. Pedro II, de autoria do escultor Francisco Manoel Chaves Pinheiro. Moldada em gesso em 1866, para comemorar a rendição de Uruguaiana em 18 de setembro de 1865, durante a Guerra do Paraguai, a escultura nunca chegou a ser fundida em bronze.

Medindo 2,80m de altura e 3,00m de comprimento, a escultura esteve exposta à visitação pública desde a fundação do Museu em 1922 até 1985, quando, por questões de segurança, já que sua estrutura estava muito fragilizada, precisou ser desmontada. Segundo relatório da época, a estrutura da base da escultura, constituída originalmente com pranchas de pinho de riga, estava quase que totalmente destruída por cupins, o que ocasionou a fragmentação da base em gesso, logo no início da remoção. Como consequência, a escultura foi secionada, resultando em cerca de 17 partes grandes e vários fragmentos menores, que foram acondicionados em caixas.

Um primoroso e delicado trabalho de restauração foi empreendido pela equipe do LACOR para recuperar a escultura, que ganhou nova base em estrutura metálica e com rodas, viabilizando a sua preservação e eventual locomoção sem correr riscos. O revestimento interno de gesso desgastado foi substituído por uma nova estrutura de tela de arame, presa com gesso, cola e sisal.

Exibida pela primeira vez em 1867, na Exposição Internacional de Paris, a escultura em gesso é peça única e faz parte da própria história do Museu. Em 1882, a escultura foi transferida pela Imperial Academia de Belas Artes para o Asilo dos Inválidos da Pátria, para ser exposta na "Sala dos Troféus da Guerra do Paraguai", no Museu Militar estabelecido naquele local. Foi o próprio Gustavo Barroso, fundador do Museu Histórico Nacional, quem mandou buscar ainda em 1922 a obra de Chaves Pinheiro para colocá-la na sala referente à Guerra do Paraguai.

Carioca, Chaves Pinheiro ( 1822-1884 ) estudou escultura com Marc Ferrez na Imperial Academia de Belas Artes. De 1850 até dois meses antes de sua morte, lecionou na cadeira de escultura na Academia, tendo como discípulo, entre outros, Rodolfo Bernadelli. Obras de sua autoria encontram-se hoje em museus, igrejas e praças públicas, como, por exemplo, a escultura do ator João Caetano à frente do teatro de mesmo nome, no Rio de Janeiro.