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Símbolos da vida mesclados aos objetos de arte para valorizar a poética do
feminino. Esta é a síntese da instalação "Nascita di Venere", a Casa do
Tempo, que a artista plástica Christina Oiticica traz ao Museu Histórico
Nacional, de 3 de outubro a 25 de novembro.
A exposição é parte da mostra itinerante proveniente de Paris, onde a
instalação esteve por um mês, no Centro Cultural Franco-Brasileiro. Para
representar a vida, a fecundidade e até a espiritualidade materna, a
artista partiu do quadro Nascimento de Vênus, do pintor italiano Botticelli
(1445-1510).
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Christina resolveu aproveitar as cores originais de Botticelli - dourado,
nuances de vermelho e a suavidade dos tons pastéis - e realçar todos os
trabalhos que compõem a instalação com verniz, purpurina e betume,
acentuando a transparência nas formas apresentadas.
A exposição é dividida em três tempos, reunindo objetos de arte, esculturas
e pinturas. A poética do feminino é mostrada através dos símbolos da vida
que mais tocam a artista, como pérolas em colares ou dispostas em conchas,
projeções de ninhos e casas.
A instalação é uma reinterpretação da obra de Botticelli num contexto
pós-moderno. "A exposição conduz o visitante a uma volta simbólica à casa
interior e ao infinito, integrando música e iluminação especiais", afirma a
artista que já expôs em mostras internacionais anteriores em Londres, Nova
York e Madri.
Como finaliza o escritor Paulo Coelho, no catálogo da exposição, "Christina
não mostra apenas uma tela, mas um pedaço de cada uma de nossas vidas,
servindo-se para isso de seu pincel, suas cores e sua alma".
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