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Hoje, confinadas a apartamentos, playgrounds e condomínios, as crianças de
maior poder aquisitivo têm a agenda lotada de obrigações, pouca atividade
física e brinquedos solitários, como os jogos eletrônicos e o computador...
"Brincadeira é coisa séria", reunindo esculturas em bronze da artista
plástica
Miriá Couto, nos remete à infância, revelando, com delicadeza e
sensibilidade, o resgate de jogos tão presentes no cotidiano do Brasil e
que foram sendo "esquecidos" ao longo dos anos, sobretudo nas grandes
cidades ...
Passa anel, cabo de guerra, pipa, bambolê, cabra-cega, corrupio,
cambalhota, escravos de Jó, ciranda, amarelinha, bola de gude, pião, corda
de pular ...
Brincadeiras que nos lembram um tempo em que as casas tinham quintais e as
ruas, tranqüilas e arborizadas, pertenciam às crianças. Jogos de
uma época em que as novidades chegavam à porta de casa trazidas pelos
mascates, pelos ambulantes, pelos "turcos" - tecidos, comidas, brinquedos
brilhantes e novos vindos de países distantes e ansiosamente esperados.
Divertimentos coletivos,que reuniam a "garotada" das redondezas após
a escola, regida por severas normas e com pouco tempo dedicado ao recreio.
A exposição permanecerá aberta até 3 de março de 2002.
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