Exposição "Caligrafias Açorianas"

PROGRAMAÇÃO 2002

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Foto Walter Vinagre


Pintura de Ferreira Pinto


Oficina de Agosto


Ilha do Faial, foto Renata Bernardes


Foto: Valter Vinagre


Foto: Valter Vinagre




Promovido em parceria com o Instituto Camões e apoio do Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro e da Casa dos Açores, o projeto "Caligrafias Açorianas", tem como objetivo homenagear as Festas do Espírito Santo e reconhecer os valores simbólicos que continuam a perpetuar a memória da cultura do arquipélago açoriano.
O projeto compreende a realização de cinco exposições - "Espírito nas Ilhas", fotografias de Valter Vinagre; "Tempo no Tempo", pinturas de Ferreira Pinto; "As Ilhas de Sonho dos Açores", fotografias de Renata Bernardes; Acervo religioso das Irmandades do Divino Espírito Santo, localizadas no Rio de Janeiro; Instalação da Oficina de Agosto, realizada por Lili Câmara, de Tiradentes, Minas Gerais - e a exibição do vídeo "Em nome do Espírito Santo", de Carlos Brandão Lucas.
Através deste projeto, o Instituto Camões pretende assinalar a qualidade da produção artística açoriana, conferindo ainda visibilidade às manifestações tradicionais, que continuam a manter o seu vigor e a integrar novas tendências, como exemplificam de forma eloqüente as comunidades que se fixaram no Brasil, Canadá e nos Estados Unidos da América.
"Num mundo global, onde o transitório parece instalado, é reconfortante verificar a nitidez com que se destaca este ritmo da terra, a pertença declarada ao lugar de origem, que continua a encontrar o seu espaço próprio, para celebrar um dos tesouros que os açorianos geraram. "Caligrafias Açorianas" não é, por esta razão, uma riqueza confinada às comunidades açorianas no Arquipélago e no Mundo. É muito mais do que isso, um valor universal que consagra e legitima a tradição como ponto fulcral da preservação de memórias e raízes, em suma, da identidade cultural.", ressalta o Presidente do Instituto Camões, Jorge Couto.
Com a coordenação de Maria Armandina Maia, produção de Joaquim Caparica e concepção gráfica de Mário Caeiro, as exposições "Espírito das Ilhas" e "Tempo no Tempo", assim como o vídeo "Em Nome do Espírito Santo", vieram diretamente de Portugal.
Nascido em 1954 em Avelãs do Caminho, Anadia, Valter Vinagre vive e trabalha em Caldas da Rainha e Lisboa. Sua lente sensível capta além de belos momentos e paisagens, o espírito que parece pairar na atmosfera dos Açores, no ritmo e, sobretudo, nos rituais ilhéus.
Ferreira Pinto pintou as ilhas com as cores de seu sentimento pictórico e humano, revelando o fascínio que sobre ele exerce a imensidão que o circunda, entre terra e mar, entre pontos firmes e visíveis e filamentos vislumbráveis nas telas, entre navios e neblinas que adensam e perpetuam o mistério da insularidade.
Em "Em Nome do Espírito Santo", Carlos Brandão Lucas registrou a beleza das festas do Divino nos Açores; uma festa que toma conta das ruas, evidenciando "uma relação íntima com o Divino, sem intermediários".
Já as exposições do acervo das Irmandades do Divino Espírito Santo, de fotografias de Renata Bernardes e a instalação da Oficina de Agosto foram organizadas pelo Museu Histórico Nacional com o apoio do Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro e da Casa dos Açores.
O acervo das Irmandades e os objetos da Oficina de Agosto revelam a forte influência açoriana no Brasil, sobretudo no litoral, que nos legou a tradição das Festas do Divino, até hoje profundamente arraigada ao cotidiano de cidades como Parati, no Rio de Janeiro. O culto pelo Divino Espírito Santo, foi introduzido em Portugal pela Rainha Santa Isabel, que o comemorava com muita devoção. Estas festividades foram levadas para o Açores pelos primeiros povoadores e a medida em que desvaneciam no continente, mais se arreigavam no arquipélago isolado, cujos fenômenos vulcânicos , tidos como castigos divinos, levavam as populações a invocarem a intervenção do Espírito Santo, como agente aplacador.
A jornalista Renata Bernardes apresenta ao público o arquipélago dos Açores, "um grupo de ilhas perdido no Oceano Atlântico, a meio caminho entre o Velho e o Novo Mundo, sempre envolto em névoa, com paisagens que parecem saídas de uma fábula: florestas, crateras de vulcões adormecidos, lagos cercados de flores, vagalhões quebrando nas rochas de penhascos e mirantes impressionantes" que teve a oportunidade de conhecer em recente viagem à região.
"Caligrafias Açorianas" estará aberta ao público até 28 de abril de 2002.

Conheça um pouco mais do projeto
"Caligrafias Açorianas":
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