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No âmbito das comemorações dos 80 anos do Museu Histórico Nacional, a
exposição "E Por Falar em Moda ..." estará em cartaz de 11 de outubro de
2002 até junho de 2003.
Divulgar a excelência do acervo de indumentária do MHN; mostrar a criação
de estilistas nacionais, estrangeiros e dos anônimos que fizeram - e fazem
- a moda no Brasil; provocar uma reflexão de como a aparência foi
construída pelas mudanças do vestuário ao longo dos anos de acordo com as
práticas sociais, ritos de passagem e estilos de vida de cada época;
estimular novas doações para complementar lacunas da coleção e proporcionar
a restauração de importantes peças: esses são os objetivos da exposição "E
por falar em moda...
Abrangendo do século XIX ao XXI, a exposição está dividida em três núcleos,
totalizando 46 manequins.
No primeiro núcleo, o visitante verá a moda no século XIX: um vestido
estilo Império em cambraia de algodão, bordado em fios de ouro e prata, e
um vestido de noiva, datado de 04 de abril de 1883, estarão ao lado de
trajes que pertenceram à nobreza do Império brasileiro, como o vestido da
Baronesa de Loreto, dama da Princesa Isabel, ou mesmo da libré brasonada do
serviçal do mordomo-mór da Casa Imperial, Paulo Barbosa Silva.
No segundo núcleo, o século XX, da Belle Époque aos anos 90, década a
década. Um vestido de renda com espartilho, que desenhava a figura feminina
no formato de um S, representa uma época em que sonhávamos com os modos e
as modas francesas para atingirmos a modernidade ...
Ainda neste núcleo, uma capa francesa usada nos bailes dos "anos loucos";
um longo estampado tomara-que-caia bem rodado, que realça a feminilidade,
característico dos anos 50, após o new look de Dior; um vestido bordado
pelo estilista Gerson, cuja saia mais curta revela a influência da inglesa
Mary Quant que revolucionou o mundo da moda ...
Dos anos 60, um Valentino alta costura, apresentado num desfile em Milão em
1969, e da década de 1970, um longo estampado em voil da Fábrica Bangu,
quando os estilos das roupas variavam e os comprimentos das saias subiam e
desciam ...
Um vestido de festa bem estruturado e todo em paetês, criação do saudoso
Markito, marca a década de 1980. E não poderia faltar um pretinho com
pelerine para a madrinha de um casamento, criado por Cândida e Mena Fiala,
personalidades tão marcantes na moda brasileira.
No terceiro núcleo, uma avant première da moda no século XXI, com os
grandes estilistas da atualidade, como Santa Ephigênia, Marco e Luciano,
Fause Haten, Lino Villaventura, Herchcovitch, Ronaldo Fraga, Glória Coelho
e Mário Queiroz.
Vitrines especiais mostrarão peças ícones, como a calça jeans e
interessantes acessórios, além de curiosidades como um maiô masculino de lã
(anos 20), uma calçola aberta usada pelas senhoras do século XIX e uma
roupa infantil de 1900.
Todos os exemplares - nacionais e internacionais - apresentados na
exposição "E por falar em moda ..." procuram mostrar como a aparência é uma
construção que envolve conceitos e práticas culturais corporificadas
através de estruturas, materiais e cores, construindo o corpo através das
formas da moda. O traje é o reflexo da sociedade e neste sentido, preservar
a história da moda é um importante papel do Museu enquanto casa de memória
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