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A exposição reúne dez trajes do Museu do Teatro, de Lisboa, criados por
Maria-Thereza Mimoso para a grande intérprete do fado português.
Uma das mais importantes estilistas portuguesas, reconhecida
internacionalmente, Maria-Thereza Mimoso apareceu na carreira de Amália
Rodrigues quando essa alcançava o esplendor da maturidade, tendo criado
para ela diversos trajes de cena.
Entre os vestidos expostos, algumas preciosidades, como o exemplar de seda
preta lavrada estreado no Olympia, na segunda atuação de Amália Rodrigues
em Paris.
Nesse traje de 1962, Maria-Thereza Mimoso ousou retirar-lhe o xaile das
franjas, um dos ícones de Amália Rodrigues. Em lugar dele arranjou, com o
mesmo tecido e inspirada na tradição de Coimbra, uma capa circular. No
ombro esquerdo, o porter-bonheur, uma estrela cravejada de brilhantes e ao
centro um diamante a irradiar mais luz.
O traje fez sucesso em apresentações da África ao Japão, da Rússia a
Israel, do Médio Oriente à América Latina.
Exposto, ainda, um outro vestido confeccionado também para o Olympia, em
cetim, de seda preta, com vidrilhos, manga comprida e justa. Destaque nesse
vestido de cena, é o xaile triangular com aplicações semelhantes na barra.
Em cetim e veludo, sobre preto formando riscas, causou sensação o vestido
em que Amália Rodrigues se apresentou em Beirute, onde pela primeira vez no
mundo cantou-se fado em uma catedral para acompanhar o Te Deum do Dia
Nacional do Líbano.
Maria-Thereza Mimoso, que é, sobretudo, uma escultora de tecidos, realizou
para o Festival de Edimburgo, outro vestido de dois folhos de cetim de seda
preta, que transformou-se num dos seus clássicos.
A exposição "Amália Rodrigues: Trajes de Cena" estará aberta ao público até
01 de junho de 2003.
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