
Clique na foto para ampliá-la ! A Casa do Trem, que hoje abriga a exposição "Fragmentos de Arquitetura na Exposição de 1922", logo após as obras realizadas para as comemorações do Centenário da Independência.
Foto : Livro MHN - Banco Safra

Clique na foto para ampliá-la ! O Museu Histórico Nacional reformado para abrigar o Palácio das Grandes Indústrias. Foto de Augusto Malta, de 1926.
Foto : Livro MHN - Banco Safra

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Promovida pelo Museu Histórico Nacional, a exposição apresenta uma parte pouco conhecida de seu acervo, possibilitando um raro vislumbre do processo de concepção e detalhamento dos pavilhões da Exposição do Centenário da Independência, realizada em1922, e do andamento das obras, através de plantas originais e fotografias.
Além disto, estão expostos livros, revistas e brindes que evocam a
Exposição de 1922, que foi visitada por mais de 3 milhões de pessoas e cuja
marca no centro do Rio de Janeiro ainda pode ser sentida através de alguns pavilhões remanescentes.
A Exposição Comemorativa do Centenário da Independência, aberta no Rio de
Janeiro a 7 de setembro de 1922, contou com a presença de pavilhões
nacionais e internacionais, que ocuparam a Avenida das Nações - aberta em
área conquistada ao mar, entre o Palácio Monroe e a Ponta do Calabouço,
pelos aterros provenientes do arrasamento do Morro do Castelo - e alguns
quarteirões do velho bairro da Misericórdia.
Em relação ao setor brasileiro, foram encomendados a alguns dos mais
renomados arquitetos da cidade os projetos de diversos pavilhões e
palácios, perfazendo quase duas dezenas de edificações erguidas nos mais variados estilos. Segundo o então Prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Sampaio, que também era o presidente da Comissão Organizadora do evento, o principal
objetivo da Exposição era "fazer ver ao Mundo Civilizado não só que nós
tínhamos arquitetos de valor, mas que também tinhamos uma arte nacional que
podia ser devidamente apreciada por nacionais e estrangeiros..."
Coube a Carlos Sampaio também tomar a decisão de aproveitar o antigo
complexo militar desativado que abrigara nos tempos coloniais a Casa do
Trem, o Arsenal de Guerra e o Forte do Calabouço e transformá-los no
Pavilhão das Grandes Indústrias, através de uma reforma executada pelos
arquitetos Archimedes Memória e Francisque Cuchet. Neste pavilhão em estilo
neocolonial, ainda durante a Exposição, foi instalado o Museu Histórico
Nacional, criado pelo presidente Epitácio Pessoa.
Como se vê, a relação entre o Museu Histórico Nacional e a Exposição de
1922 é muito estreita; mais de oito décadas depois, e após muitas reformas
e acréscimos, o antigo pavilhão continua abrigando a instituição.
Aberta ao público de 01 de maio a 15 de junho de 2003.
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