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New York, 1908.
Seis competidores prepararam-se para disputar a mais ousada aventura: a corrida New-York - Paris, que previa a travessia da América para a ásia pela camada de gelo que cobriria todo o Estreito de Bering no inverno. São eles o carro alemão PROTOS, o americano Thomas, o italiano Bruxia-Züst e os franceses De Dion-Bouton, Motobloc e Sizaire-Naudin .
Patrocinado pelo Kaiser Wilhelm II, o PRO- TOS era o maior de todos os carros e contava com uma tripulação militar. Diante de 200 mil pessoas, é dada a largada no dia 12 de fevereiro, em pleno in- verno.
A primeira mudança de rota acontece em Pocatello, costa oeste dos Estados Unidos: os organizadores cancelam o Canadá, devido ao mau tempo. Os carros seguem para São Francisco, onde deveriam tomar um navio até Valdez, no Alasca. Na dianteira, apenas o Thomas embarca. Os demais aguardam em São Francisco a reformulação da rota. Este contratempo permitiu ao PROTOS , que estava para abandonar a corrida, por problemas mecânicos, ser readmitido, mas para os franceses Motobloc e Sizaire-Naudin a corrida estava encerrada.
O PROTOS não participa da etapa do Japão, preferindo seguir de navio para Vladivostok, na Sibéria, onde uma equipe de mecânicos reconstrói totalmente o veículo. Com a ausência no Japão e as penalidades já sofridas nos Estados Unidos, o PROTOS fica com uma desvantagem de 30 dias em relação ao americano. Enquanto isso, o francês De Dion-Bouton é retirado da prova para ser entregue ao seu novo proprietário, um magnata chinês.
A partir de Vladivostok, o PROTOS dominou a corrida, entrando em Paris em 26 de julho, 165 dias após a largada em New York. Os organizadores, no entanto, deram a vitória ao americano Thomas, que chegou quatro dias depois - com a vantagem teórica de 26 dias em relação ao PROTOS .
O italiano Bruxia-Züst completou os 21.346 km da prova em 17 de setembro, após seus pilotos enfrentarem, além dos obstáculos naturais, doenças, acusações de espionagem e até prisão.
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