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Rio de Janeiro, 1908.
É realizada, na Praia Vermelha, a grande Exposição Nacional, para comemorar o Centenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas, que representou o primeiro passo para a conquista da Independência do Brasil.
Bailes, banquetes e cortejos de automóveis pelas ruas da cidade eram oferecidos aos ilustres convidados do governo brasileiro.
José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, então Ministro das Relações Exteriores do Governo Afonso Pena, estava encarregado da recepção oficial das autoridades e suas comitivas.
Assessorado pelo Cônsul do Brasil em Berlim, compra quatro automóveis da marca PROTOS, modelo 17/35 PS Landaulet, para completar a frota de carros oficiais a ser utilizada no evento. A participação na corrida New York - Paris e a preferência do Kaiser foram decisivas na escolha do PROTOS.
Encomendados a Motoren-Fabrik PROTOS GmbH em 0l de abril de 1908, os carros destinavam-se um à Presidência da República, outro ao Ministério da Guerra e dois ao Ministério das Relações Exteriores.
Os carros chegaram ao Brasil acompanhados de um técnico contratado pela PROTOS para ensinar a dirigir o veículo e a fazer a sua manutenção.
Com capacidade para seis passageiros, os carros que vieram para o Brasil tinham carroceria em madeira, paralamas em aço e estofamento, capota traseira e saias laterais em couro. O motor era de quatro cilindros em linha em dois blocos de aço fundido do eixo de manivelas com três mancais. O arranque manual era por manivela, a velocidade máxima de 80 km por hora e o consumo de 3,3 km por litro de gasolina.
O carro faz sucesso absoluto no Rio de Janeiro, ainda acostumado aos bondes puxados a burro, às carruagens e aos cavalos.
Após às comemorações, o Barão do Rio Branco passou a usar um dos PROTOS do Ministério das Relações Exteriores até a sua morte em 10 de fevereiro de 1912.
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