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Rio de Janeiro, 1912.
Após à morte do Barão do Rio Branco, o automóvel - o único dos quatro PROTOS de que se tem notícia - foi transferido do Ministério das Relações Exteriores para a Alfândega da Capital, sendo vendido em 1916 ao Comando da Brigada Policial da Capital Federal, hoje Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Na Brigada Policial, o PROTOS era de uso exclusivo do Cmt-Cel PM Olympio Agobar de Oliveira, que o utilizava apenas para as solenidades oficiais e no trajeto diário entre o quartel e a residência do comando.
Extremamente zeloso com o automóvel, o oficial mantinha o PROTOS sob os cuidados de uma equipe completa, composta de um motorista, um mecânico, um lavador e dois sentinelas, sendo um durante o dia e outro à noite. Infelizmente, após a saída do Comandante em 1918, o PROTOS não recebeu os mesmos cuidados. Seis anos depois, foi desativado, permanecendo guardado numa garagem do quartel.
Em abril de 1925, o então diretor e fundador do Museu Histórico Nacional, Gustavo Barroso, solicita à Brigada Policial a cessão do automóvel que pertenceu a tão ilustre brasileiro. Na ausência de provas de que o carro tivesse, realmente, pertencido ao Barão do Rio Branco, é chamado seu secretário, José Muniz de Aragão. Confirmado o fato, o PROTOS é transferido para o Museu em julho daquele ano.
Hoje, o carro é um dos dois únicos exemplares do gênero existentes no mundo. O outro integra o acervo do Deutsches Museum,em Munique, Alemanha.
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