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Museu Histórico Nacional, 1987-1996.
Inicia-se um longo processo para que o PROTOS, desgastado pela ação do tempo, possa ser restaurado. Através da Associação dos Amigos do Museu, captaliza-se o apoio de associados, consulados, instituições culturais e empresas públicas e privadas. Juntos, viabilizam a realização do projeto, que levou quase dez anos.
A primeira etapa consistiu no levantamento das informações técnicas e históricas do veículo, visando orientar a restauração. Contando com o apoio da Lufthansa, a consulta aos Arquivos do Deutsches Museum e do Siemens Museum, para levantamento dos desenhos técnicos da parte mecânica e fotografias dos diferentes modelos de carrocerias fabricadas para o PROTOS e outras marcas da época, foi fundamental, assim como as sugestões de especialistas em restauração de carros antigos.
Em fevereiro de 1993, é iniciada a restauracão. O carro foi inteiramente desmontado: a parte mecânica ficou a cargo da Mercedes-Benz e a carroceria encaminhada à R&E Restaurações, oficina especializada em carros antigos, ambas em São Paulo. As peças para o motor foram fornecidas pela Bosch, Cofap e Metal Leve. Mas, para o carro deixar o Rio de Janeiro num reboque, foi necessário consertar a suspensão e trocar os pneus, o que foi obtido graças ao apoio da Michelin e Fabrini. Ao identificar no interior das rodas do PROTOS a inscrição “Michelin, Clemont-Ferrand”, a empresa sentiu-se gratificada.
Não se tratava apenas de obter patrocínio. Cada detalhe, cada peça, fazia a diferença. Dois anos foram necessários para a obtenção de um magneto-distribuidor Bosch, o coração do sistema de ignição do motor. Um raro mineral brasileiro, doado pelo Museu Amsterdam Sauer, teve de ser trocado com o Deutsches Museum pelo magneto.
Em julho de 1995, o PROTOS começou a dar seus primeiros passeios no pátio da fábrica Mercedes Benz. Mecânicos, engenheiros e executivos apaixonam-se pelo automóvel. Logo em seguida a parte mecânica do PROTOS era transferida para a R&E Restaurações para a montagem da carroceria. Outras empresas associaram-se ao projeto: Renner Dupont, Curtume Carioca, Ceras Johnson e Siemens, viabilizando recursos e materiais para a restauração da corroceria que volta a brilhar.
Novembro de 1996: o Ministério de Cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a Petrobrás Distribuidora de Petróleo S.A. e a Petróleo Brasileiro S.A. financiam a montagem da exposição, devolvendo ao público este precioso acervo, exemplo da tecnologia do início deste século.
A restauração do PROTOS é uma prova do sucesso da parceria entre voluntários, empresas privadas, instituições públicas e o Ministério da Cultura, através de Lei Federal de Incentivo à Cultura, para a preservação do patrimônio nacional.
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