
Roda do leme que pertenceu a fragata Amazonas
Foto: Romulo Fialdini - Livro MHN - Banco Safra

Figuras de Proa que ornamentavam os navios paraguaios, capturadas pela
Marinha Imperial Brasileira.
Foto: Romulo Fialdini - Livro MHN - Banco Safra

Peças utilizadas em navios de guerra para abordar ou repelir abordagens de
outros navios, usadas por marinheiros brasileiros no Combate do Riachuelo.

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11 de junho de 1865, Rio Paraná, Argentina.
São nove horas da manhã, o dia está claro e o tempo bom. Numa pequena curva
do rio, próximo a um riacho que se tornaria famoso, o Riachuelo, a esquadra
paraguaia, sob o comando do competente Comodoro Pedro Meza, prepara-se para
romper o bloqueio naval imposto pelos brasileiros.
A estratégia, bem traçada, previa um ataque na calada da noite. No entanto, avarias num dos
navios ocasionam sensível atraso. As embarcações paraguaias descem o rio a
todo o vapor, aproveitando a força da corrente, e apenas quinze minutos
após se avistarem , as esquadras iniciam os primeiros disparos de
artilharia.
Do lado brasileiro, onze embarcações; do paraguaio, quinze. O
combate é violento, a vantagem inicial do Paraguai. Refeitos da surpresa,
os brasileiros contra-atacam. No comando da fragata Amazonas, o Almirante
Barroso. Às quatro da tarde, só quatro embarcações paraguaias ainda
flutuam.
O Comodoro Pedro Meza está mortalmente ferido e 1.500 de seus
soldados fora de combate. A esquadra brasileira vence o combate naval do
Riachuelo, embora tenha perdido 247 homens e a corveta Jequitinhonha.
Com esse combate, que praticamente dizimou a esquadra paraguaia, encerra-se a
primeira fase da Guerra do Paraguai ( 1864-1870 ), que reuniu brasileiros ,
uruguaios e argentinos numa Tríplice Aliança contra o Paraguai.

Este é um dos inúmeros apontantamentos feitos "in loco" por Vitor Meirelles para a primeira versão do "Combate Naval do Riachuelo". Acervo Museu Nacional de Belas Artes
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