EXPANSÃO, ORDEM E DEFESA - RESTAURAÇÃO

EXPOSIÇÕES PERMANENTES

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A obra foi tirada de exposição em 1985, com sérios problemas de conservação, e mantida enrolada aguardando recursos para a restauração.


Cinco restauradores integraram a
equipe que restaurou a obra.




O "Combate Naval do Riachuelo" foi tirado de exposição em 1985, com sérios problemas de conservação e mantido enrolado aguardando recursos para a sua restauração. Em 1991, o Museu Histórico Nacional lança uma campanha visando atrair patrocinadores para a tela de Vitor Meireles.
Sensibilizada pela matéria "Uma Batalha Perdida", publicada pelo Jornal do Brasil em 13 de junho de 1991, a Petrobrás prontificou-se a financiar a restauração da obra, orçada em cerca de trinta mil dólares. Iniciava-se, assim, uma luta de dois anos para devolver ao "Combate Naval do Riachuelo" a sua dignidade. As colônias de fungos e cupins foram eliminadas e o verniz, de resina de damar, responsável pelo amarelecimento da tela, removido.
Dando prosseguimento ao processo de restauração, começa o reentelamento, ou seja, a colagem da tela original sobre uma tela de reforço, revestida de um material especial e mais resistente. Foi preciso cerzir 29 metros de linho puro para fazer o novo suporte da tela, pois não há no mercado tecidos fabricados nas dimensões gigantescas da obra.
Deitados num andaime, os restauradores trataram minuciosamente o Combate, descobrindo cores e detalhes, antes desapercebidos. Com o apoio da Sendas Trading e da Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional foi importado material específico para a restauração e pintura, inexistente no Brasil.
Colocada sobre um novo chassis, a tela recebeu uma moldura especial, compatível com a sala em que está exposta. Para assegurar que a obra nunca mais se deteriore, foi construído um acesso ao reverso da tela, que permite a observação constante e a conservação adequada feita por técnicos especializados.