As 572 peças que compõem a coleção de esculturas religiosas em marfim foram
reunidas entre 1919 e 1930 em vários estados brasileiros por José Luiz de
Souza Lima que, em 1930, penhorou a coleção à Caixa Econômica Federal, sem
nunca tê-la resgatado.
Conhecedor do valor da coleção, o então diretor do Museu, Gustavo Barroso,
inicia incansáveis esforços para incorporá-la ao acervo do Museu Histórico
Nacional. Finalmente, em 1940, o Presidente Getúlio Vargas, em decisão
histórica e mediante a abertura de crédito especial, autoriza o pagamento à
CEF, doando a seguir a coleção ao Museu.
Embora indexada, estudada e exposta em períodos anteriores, somente no
final da década de 80 a coleção foi totalmente pesquisada, num criterioso
trabalho da técnica Lucila Morais Santos.
Ela deu à coleção uma leitura inovadora, que abordou, entre outras
questões, a utilização destas esculturas como instrumentos de catequese e a
sociologia das invocações, ou seja, um levantamento das preocupações
básicas da sociedade cristã, inventariando-se os cultos dominantes em
determinados períodos e lugares. |