
Tipos das Rua, madeira entalhada ( cajazeira ).
Foto: Rômulo Fialdini
Livro do MHN
Ed. Banco Safra

Tipos das Rua, madeira entalhada ( cajazeira ).
Foto: Rômulo Fialdini
Livro do MHN
Ed. Banco Safra

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Em parceria com o Serviço Social do Comércio/SESC, o Museu Histórico
Nacional produziu a exposição itinerante "Pelas Ruas e Calçadas - Comércio
Informal e Ambulante Ontem e Hoje", com reproduções fotográficas de seu
Arquivo Histórico, além de fotos especialmente feitas para a exposição.
Quem nunca viu ou ouviu falar do mascate, do lambe-lambe, do quiosque, do
burro sem rabo, da baiana e suas cocadas, do garrafeiro, do amolador de
facas, do meninos vendedor de jornais, do camelô?
Não há cidade ou vila cujas ruas e calçadas não tenham sido palco do drama
cotidiano de ambulantes e feirantes, que com sua algazarra, gritos e
pregões enchiam o ar, exercendo uma forma de comércio tão antiga,
assistemática e não-formal, em busca da sobrevivência.
Intimamente ligado à vida e à evolução das próprias cidades brasileiras,
esse tipo de comércio é o tema da exposição.
São reproduções fotográficas, realizadas a partir de iconografia do acervo
do Museu Histórico Nacional, que documentam os aspectos e flagrantes da
atividade comercial desenvolvida nas ruas, praças e calçadas das principais
cidades brasileiras, com especial ênfase para o Rio de Janeiro, do século
XIX até os nossos dias. A exposição permite, ainda, a reflexão sobre uma
das formas mais tradicionais e pitorescas do comércio no Brasil.
A exposição é dividida em três módulos.
O primeiro módulo - "O comércio se movimenta sobre a cabeça dos escravos
... e também sobre a cabeça dos imigrantes" - mostra que até o século XIX,
a maior parte do comércio de comestíveis era feita por escravos, o que foi
bem documentado por Debret. De porta em porta, eles iam vendendo de tudo:
leite, aves, frutas, cana de açucar, banha cheirosa para o cabelo, carnes
defumadas e tripas, pão-de-ló, lingüiças, sonhos, café torrado, refrescos.
Vendiam-se, ainda, cadeiras, cestos e serviços de barbeador e carregador.
Já Marc Ferrez retrata, por volta de 1895, os imigrantes, ou "gringos" -
portugueses, espanhóis, árabes, italianos e judeus -, que vieram trabalhar
na lavoura e terminaram no comércio informal, vendendo pão doce, cebola,
verduras, bengalas e guarda-chuvas, miudezas e jornais. Muitos sonharam e
poucos conseguiram transformar o negócio ambulante em comércio sistemático
e bem estabelecido.
O burburinho das ruas e feiras, as mercadorias levadas em carroças, nos
lombos dos animais e nas costas e braços dos vendedores, os pregões usados
para atrair os fregueses ("laranja seleta, quem não sabe ler soletra",
"olha a melancia, dona Maria, panela no fogo, barriga vazia! ), os
quiosques, onde o povo comia broas e frituras e bebia cachaça nas folgas do
trabalho .... Tudo isto está no segundo módulo - "Feiras, mercados e
quiosques" -, sob a objetiva dos fotógrafos Jean Gutierrez e Augusto Malta.
Gutierrez retratou, em 1890, os diversos aspectos da feira instalada em
frente ao mercado, no Rio de Janeiro, e Malta, os diversos quiosques
espalhados pela cidade.
No terceiro módulo - "O Cotidiano de Nossa Cidade: camelôs, trailers e
carrocinhas" - vemos a permanência e /ou a transformação de algumas
modalidades do comércio informal e ambulante de nossos dias, através das
fotos de Hugo Leal, que documentou alguns dos cento e cinquenta mil
ambulantes em atividade no município do Rio de Janeiro.
Os originais integram a coleção do Arquivo Histórico do Museu.
A exposição itinerante é composta de 55 quadros de 60 X 50cm e maiores
detalhes podem ser obtidos através do telefone (0xx21) 2550-9259.
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