"O Império e a República"

EXPOSIÇÕES ITINERANTES

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A exposição é composta de três caixas com a mesma metragem, medindo cada uma 90 cm de altura e 82 cm de largura.
Uma vez abertas, as caixas transformam-se em vitrines contendo peças de acervo e painéis explicativos.
Temas abordados pela exposição: "A Coroa e a Escravidão", "A Crise do Escravismo" e "A República dos Alfabetizados". Há um segmento, ainda, que apresenta o Museu Histórico Nacional

A COROA E A ESCRAVIDÃO

A independência do Brasil deu-se em 1822. A forma de governo adotada então foi a Monarquia, onde o poder é exercido por um rei - no caso brasileiro, por um Imperador - de forma vitalícia (por toda a vida) e hereditária (transmissível a um dos filhos). O símbolo da Monarquia é a coroa.
O Império do Brasil foi escravista. Todas as principais atividades produtivas do país contavam, essencialmente, com trabalhadores escravos. Os escravos não eram considerados cidadãos, mas sim propriedade privada, podendo ser comprados, vendidos, castigados com rigor e sem julgamento.
Ser cidadão brasileiro, no Império, significava ser homem livre, já que escravos eram considerados posses ou pertences. Só homens livres eram reconhecidos como brasileiros. Mesmo assim, nem todo homem livre podia participar do governo: só os mais poderosos, que possuíam terras e escravos, exerciam cargo público. A sociedade era dominada pelos senhores proprietários de escravos.
Trabalho significava afazeres de escravos. Era encarado antes como uma atividade inferior do que como algo positivo, e mal-visto pelos homens livres, cidadãos brasileiros.
O Imperador D. Pedro II reinou de 1840 a 1889. Foi o governante que por mais tempo exerceu o cargo público, no país. A Constituição do Império, que lhe reconhecia a autoridade, permitiu o escravismo porque não proibia essa prática.

A CRISE DO ESCRAVISMO

Assim como os escravos, naturalmente, muitos homens livres descordavam da escravidão. Achavam que o trabalho deveria ser remunerado e que escravos mereciam ter reconhecidos os seus direitos humanos. O movimento abolicionista, conjugado com pressões de outros países, acabou conquistando a abolição da escravatura em 1888.
A abolição foi uma conquista dos escravos que queriam ser livres. Em 1888, já não existia, na maior parte do continente americano, a escravidão: o Brasil foi um dos últimos países a terminarem com essa prática.
Com a abolição, antigos escravos passaram a ser considerados brasileiros. Mas muitos proprietários de terras, como os cafeicultores paulistas, já quase não usavam, mesmo antes de 1888, a mão-de-obra escrava: imigrantes europeus trabalhavam já nas plantações de café como colonos livres.
Embora responsáveis pela produção agrícola mais importante do país, os cafeicultores não detinham um poder político correspondente à importância econômica do café. O poder estava na mão dos senhores escravistas.
Os cafeicultores começaram então a pensar em um projeto político próprio, baseado na mão-de-obra livre, que lhes garantisse o poder. Esse projeto foi a República.

REPÚBLICA é a forma de governo em que cargos públicos são exercidos por cidadãos eleitos.
Com a abolição, o Império, escravista, enfraqueceu-se. Os republicanos puderam conspirar livremente e tinham meios financeiros para tanto, graças à riqueza do café.
Alguns militares do Exército, insatisfeitos com os salários baixos e o pouco espaço político que detinham desde o fim da Guerra do Paraguai (1870), também aderiram ao projeto republicano. Acham que assim poderia ser ampliado seu poder e influência no governo.
Os cafeicultores paulistas e os militares acabaram por derrubar a Monarquia e proclamar a República.


A REPÚBLICA DOS ALFABETIZADOS
As lideranças republicanas que assumiram o poder em 1889 diziam construir uma sociedade onde todos seriam iguais: onde todos seriam brasileiros. No entanto, a Constituição de 1891 estabeleceu que só os que soubessem ler e escrever poderiam votar e ser eleitos.
Em 1890, 85,2% dos habitantes do Brasil eram analfabetos. O poder de fato estava nas mãos de poucos. Somente setores dominantes da sociedade o exerciam. A mão-de-obra livre e a abolição haviam dado ao trabalho uma conotação mais positiva, mas esse mesmo trabalho era controlado agora pelas faixas sociais dominantes, lideradas a partir de 1889 pelos cafeicultores de São Paulo.
A partir de 1894, os Presidentes da República passaram a ser eleitos oficialmente pelo voto direto dos cidadãos alfabetizados, ainda uma minoria. A maioria da população não participava da vida pública. Sua vontade e suas opiniões permaneciam submissas aos que liam e escreviam.
A revolta dos Canudos, no sertão da Bahia, em 1897, foi um exemplo da insatisfação de segmentos oprimidos ante uma situação de pobreza e miséria contra a vontade de grandes proprietários e fazendeiros.
Mulheres também estiveram excluídas da política e restritas a trabalhos domésticos, até o século seguinte. A República náo alterou de imediato relações de poder entre minorias e maiorias.




Uma vez abertas, as caixas transformam-se em vitrines contendo peças de acervo e painéis explicativos.
Fotos: Denize Pereira



Uma vez abertas, as caixas transformam-se em vitrines contendo peças de acervo e painéis explicativos.
Fotos: Denize Pereira



Uma vez abertas, as caixas transformam-se em vitrines contendo peças de acervo e painéis explicativos.
Fotos: Denize Pereira



Uma vez abertas, as caixas transformam-se em vitrines contendo peças de acervo e painéis explicativos.
Fotos: Denize Pereira



Uma vez abertas, as caixas transformam-se em vitrines contendo peças de acervo e painéis explicativos.
Fotos: Denize Pereira



Uma vez abertas, as caixas transformam-se em vitrines contendo peças de acervo e painéis explicativos.
Fotos: Denize Pereira



Uma vez abertas, as caixas transformam-se em vitrines contendo peças de acervo e painéis explicativos.
Fotos: Denize Pereira