BIBLIOTECA
O Museu Histórico Nacional oferece ao público Arquivo Histórico, com 50.000 documentos iconográficos e manuscritos sobre a história do Brasil, e Biblioteca com 57.000 obras versando sobre história, história da arte, museologia, heraldica, numismática, genealogia e moda.
Oferece, ainda, o Centro de Referência Luso-Brasileiro, ligado ao Arquivo Histórico e criado em 1998, no âmbito das comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.
A Biblioteca pode ser consultada de segunda a sexta-feira, das 14 às 17 horas, através de agendamento prévio pelo telefone (0xx21) 2550-9251
O Museu mantém, ainda, Arquivo Permanente sobre a trajetória do próprio Museu Histórico Nacional, com documentos, fotografias, impressos, recortes de jornal, etc. As fotos utilizadas para ilustrar o item "ARQUITETURA E HISTÓRIA" integram este acervo. O Arquivo Permanente é aberto a consultas.
Obras raras:
Viagens e viajantes

O acervo da Biblioteca do Museu compreende mais de 57.000 itens, entre os quais as obras raras, que, incluindo exemplares dos séculos XVI, XVII e XVIII, caracterizam-se não só pela antigüidade, mas também por detalhes como a encadernação requintada, as anotações manuscritas do possuidor originário e edições esgotadas ou originais.
Destaque para aquelas que tratam das grandes viagens empreendidas por viajantes europeus, destinadas ao conhecimento das peculiaridades dos Trópicos. Além dos textos originais, há reedições críticas destas fontes que, em geral, descrevem com minúcias imagens que aos olhos destes europeus apareciam como essencialmente exóticas. Também estão incluídos entre as obras raras o acervo composto por jornais de época, englobando fascículos do século XIX, onde a linguagem peculiar da caricatura era particularmente enfatizada.


Heráldica

Disponível, ainda, para consulta as coleções "Colégio de Armas" e "Gustavo Barroso". Centrada no tema heráldica, a coleção "Colégio de Armas" apresenta obras com vasta iconografia e também exemplares raros, como uma obra manuscrita, provavelmente do século XVI. Já a coleção "Gustavo Barroso" oferece ao público a biblioteca particular do fundador do Museu Histórico Nacional, acrescida de obras críticas sobre a sua produção intelectual. Esta coleção contém elementos para uma caracterização bastante aprofundada da obra de Gustavo Barroso que, entre suas múltiplas atividades, exerceu também a função de escritor, tendo sido membro da Academia Brasileira de Letras.


Numismática

Originária em sua maioria da Biblioteca Nacional, a coleção especial de numismática compreende obras sobre moedas, medalhas e selos, incluindo exemplares raros dos séculos XVI, XVII e XVIII e em várias línguas ( grego, latim, holandês e alemão, entre outras ).
Já a coleção "Miguel Calmon" é bastante representativa das tendências literárias absorvidas pelos homens públicos do período que se convencionou chamar de "República Velha", refletindo as preocupações, os valores e os gostos de um certo segmento das elites. Miguel Calmon Du Pin Almeida foi Ministro em duas ocasiões daquele período e a sua biblioteca, doada entre outros pertences por sua esposa ao Museu, privilegia os temas ligados à educação, obras públicas e agricultura.




Anais

Voltado para a produção e difusão do conhecimento desde a sua criação, o Museu Histórico Nacional lançou em 1940 o primeiro volume dos seus Anais, publicação que circulou regularmente até 1975.

Após uma paralização de duas décadas, a edição dos Anais foi retomada em 1995. Com penetração no Brasil e no exterior, os Anais constituem material de referência para pesquisadores das áreas das ciências humanas e sociais.

Em 1999, com o apoio da empresa DocPro, foi lançado o CD-ROM "Coletânea dos Anais do Museu Histórico Nacional - 1940 a 1998" , vindo ao encontro de inúmeras solicitações por volumes já esgotados.

Hoje, versão atualizada desse CD-ROM está disponível na Biblioteca Virtual MHN/DocPro. Consulte!


Oficina de Pintura

Conheça, ainda, na Biblioteca o trabalho desenvolvido pela equipe da Oficina de Pintura do Laboratório de Conservação e Restauração, sob a coordenação de Luiz Fernando de Carvalho Abreu e patrocínio da Fundação Vitae, para restaurar o óleo sobre tela intitulado "Alegoria da Agricultura", pintado em 1922 por Carlos Oswald no teto do então Palácio das Grandes Indústrias da Exposição do Centenário da Independência.

Medindo 4m x 4m, em formato octogonal e dividida em duas partes, a tela, devido à ação do tempo, sofreu grandes danos em 1994, quando um dos painéis descolou do teto ocasionando a queda da pintura correspondente com danos em toda a sua extensão.

Iniciado em setembro de 1999, a minuciosa restauração compreendeu o reentelamento e a recuperação da camada pictórica, bem como da moldura em gesso que guarnece a tela, além do difícil trabalho de recolocação da obra no teto.

As fotos que ilustram o acervo da Biblioteca são de Rômulo Fialdini
e foram extraídas do livro Museu Histórico Nacional, editado pelo Banco Safra.