OBRAS DE RESTAURAÇÃO E MODERNIZAÇÃO




Foto: Gilberto Garbim



Foto: Gilberto Garbim



Foto: Gilberto Garbim



Novo pátio interno "Gustavo Barroso" . - Foto: Roberto Alves



Exposição "Do Móvel ao Automóvel: Transitando pela História" aberta ao público. Foto: Roberto Alves



Acervo em Reserva Técnica pode ser visto pelo público no Pátio Gustavo Barroso. - Foto: Roberto Alves

PATROCINADORES
Ministério da Cultura
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Caixa Econômica Federal
Holcim (Brasil) S. A.
Vitae – Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social


Recuperar a arquitetura original, ampliar espaços destinados ao público, aprimorar os serviços oferecidos aos visitantes, democratizar o acesso dos mais diversos segmentos da sociedade e viabilizar uma circulação e um percurso adequados ao discurso museográfico: essas foram as diretrizes que nortearam o "Projeto de Restauração e Modernização do Museu Histórico Nacional 2003 - 2006", concluído em 19 de maio de 2006.
A primeira fase das obras, totalmente financiada pelo Ministério da Cultura num total de R$ 1.980.000,00, foi inaugurada dia 9 de setembro de 2004, com a presença do Primeiro Ministro de Portugal, Pedro Santana Lopes, da Ministra da Cultura de Portugal, Maria João Bustorff Silva, e do Ministro de Estado da Cultura, Gilberto Passos Gil Moreira, já que nesta data foi aberta a exposição internacional “Artes Tradicionais de Portugal”, promovida pela Fundação Gulbenkian.
Iniciada em dezembro de 2003, a primeira fase das obras incluiu a recuperação de uma área de 1.500 metros quadrados que estavam completamente sem uso há mais de trinta anos e apresentavam um avançado processo de deteriorização. Nesse local, foram instalados os novos acessos ao circuito de exposições (escadas rolantes e elevador para portadores de necessidades especiais) e os espaços para atendimento ao público - guarda volumes, cafeteria, sanitários públicos e bilheteria - além de áreas para serviços internos.
A partir da assinatura de contrato entre o Museu Histórico Nacional, a Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional e a Caixa Econômica Federal realizada no dia 26 de novembro de 2004, foram liberados recursos no valor de R$ 1.900.000,00 para o início da segunda fase das obras ainda em dezembro de 2005.
Nesse etapa foi desmontada a laje construída em 1940, quando parte do conjunto arquitetônico era utilizada pelo Ministério da Agricultura, para abrigar um canteiro de experiências agrícolas e que gerava no pavimento térreo uma área de insalubridade que comprometia a integridade física do acervo sob a guarda do Museu.
Essa obra foi fundamental para resgatar a arquitetura original de 1922, devolvendo ao público um belíssimo pátio interno interligado aos Pátios da Minerva e dos Canhões e um espaço nobre para exposições, além de permitir que parte da Reserva Técnica seja vista, sem prejudicar a segurança do acervo. Com uma área de 2.000 metros, o novo pátio recebeu o nome de Gustavo Barroso, numa homenagem ao fundador e primeiro diretor do Museu Histórico Nacional.
Com o patrocínio da HOLCIM (Brasil) S. A . foram recuperados 1.000 metros quadrados de galerias voltadas para o Pátio Gustavo Barroso para a implantação da exposição permanente "Do Móvel Ao Automóvel: Transitando pela História", reunindo a preciosa coleção de meios de transportes terrestres do Museu Histórico Nacional em sua totalidade, a partir de restauração viabilizada graças a Vitae – Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social.
Com recursos do Ministério da Cultura foram concluidas as obras da terceira fase do “Projeto de Restauração e Modernização do Museu Histórico Nacional 2003 - 2006" com o objetivo de ampliar o auditório, visando dobrar a capacidade de atendimento de cem para duzentos lugares e, possibilitando a um maior número de interessados o acesso aos cursos e seminários promovidos pelo Museu. Ainda com recursos do Ministério da Cultura, o Pátio dos Canhões foi reformado, contando com o apoio do Arsenal de Guerra do Rio e do Instituto Benjamin Constant para a confecção das novas legendas das peças expostas, inclusive em braille.
Com o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, essa etapa incluiu, ainda, a recuperação de três amplas galerias de exposição permanente situadas no segundo andar, além da realização de obras estruturais no terceiro andar, onde funciona a Administração.
As galerias revitalizadas com os recursos do BNDES abrigam o multivídeo panorâmico "A Trajetória de um museu", que apresenta o Museu Histórico Nacional ao visitante, e a exposição "Oreretama", que abre pela primeira vez no Museu Histórico Nacional um espaço permanente dedicado ao índio brasileiro. "Oreretama” apresenta também uma ambientação representando uma gruta do sítio arqueológico da Serra da Capivara e os sambaquis do litoral, incluindo objetos retirados de sítios do Estado do Rio de Janeiro.
Com o "Projeto de Restauração e Modernização do Museu Histórico Nacional 2003 - 2006", o Museu Histórico Nacional segue a tendência mundial dos grandes museus nacionais de se adequarem às necessidades impostas pelo aumento do fluxo de visitantes e à valorização das instituições culturais nesse novo milênio.
A solenidade do término das obras do "Projeto de Restauração e Modernização do Museu Histórico Nacional 2003 - 2006" foi realizada no dia 19 de maio de 2006, no âmbito das comemorações do Dia Internacional de Museus, com a presença do Ministro de Estado da Cultura, Gilberto Passos Gil Moreira.


A solenidade do término das obras do "Projeto de Restauração e Modernização do Museu Histórico Nacional 2003



Pátio dos Canhões



Panorama do novo auditório - Foto: Roberto Alves



Berlinda restaurada com apoio da VITAE - Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social e da Associação de Amigos do Museu Histórico Nacional já está no novo espaço destinado à exposição "Do Móvel ao Automóvel: Transitando pela História". Foto: Odir Almeida



Em cerimônia realizada no dia 26 de novembro, a diretora executiva da Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional, Lúcia Costa, a gerente de mercado de negócios institucionais da Caixa Economica Federal, Dara de Souza e Silva, e a diretora do Museu Histórico Nacional, Vera Tostes, assinam o contrato de patrocínio para a realização da segunda fase das obras.



O Ministro Gilberto Gil, acompanhado do Secretário de Articulação Institucional e Difusão Cultural do MinC, Márcio Augusto Freitas de Meira, e do Diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do IPHAN, José Nascimento Júnior, visitou em fevereiro as obras da primeira fase do projeto de restauração e modernização do MHN