ACERVO DE NUMISMÁTICA
A coleção de numismática do Museu Histórico Nacional é a maior do gênero existente na América Latina e uma das mais importantes do mundo.
São mais de 146.550 peças, distribuídas em diversas coleções: moedas, valores impressos, medalhas, ordens honoríficas, filatelia e sigilografia.
Maiores informações pelo telefone (0xx21) 2550-9228.
Decadracma - Prata. Circa 467-465 a . C; Atenas

Da mais antiga moeda, como as dracmas gregas e os denários romanos, aos modernos cartões de banco magnéticos ou telefônicos indutivos, o acervo está classificado segundo os critérios geográfico e cronológico usualmente adotados pela numismática e fornece ao pesquisador um verdadeiro panorama da trajetória do homem em busca do estabelecimento de valores capazes de regular as suas relações cotidianas.

XII Florins - Ouro, 1645

Como pagar, por exemplo, às tropas holandesas na Recife sitiada de 1646? As moedas "obsidionais" , muitas vezes consideradas as primeiras moedas brasileiras, cunhadas sob cerco em nome da Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais, foram a solução. São as "moedas de necessidade", como àquelas cunhadas pelos alemães em material cerâmico que substituíram, durante um curto período, as moedas de uso corrente, após a primeira guerra mundial e são conhecidas como "notgeld".

Índio - Prata. D. Manuel ( 1495-1521 )

Bastante completas, as coleções de Portugal e Brasil são significativas e incluem exemplares únicos no mundo, como as moedas "O Índio" - moeda em prata cunhada em 1499, no reinado de D. Manuel I, por ocasião da preparação da Segunda armada à Índia -, o meio tornês de cruz longa de D. Fernando ( 1367-1383 ) e o real de D. Sebastião I, datado de 1562 e raros exemplares como a "Peça da Coroação", mandada cunhar em 1822 ( tiragem de apenas 64 exemplares ) pelo Imperador D. Pedro I para ser ofertada no dia de sua coroação. Não se repetiram os cunhos da peça da coroação na emissão seguinte, em 1824, entre outras razões porque desagradou ao Imperador a sua efígie com o busto desnudo e a cabeça laureada.
Importantes, ainda, as coleções de Roma e da Grécia Antigas, que juntas reúnem 7.600 peças, sendo um meio-estáter de prata do rei Creso, da Lídia ( 560-548 a. C. ) a moeda mais antiga de todo o conjunto.


Barras de ouro
Mato Grosso, século XVIII
Minas Gerais e Goiás, século XIX

As barras de ouro e seus certificados, os bilhetes da Real Extração de diamantes, as primeiras cédulas emitidas pelo Banco do Brasil, os vales - desde os vales passagem das antigas Viação Excelsior, Leopoldina Railway e Estrada de Ferro Jardim Botânico aos vales particulares, como o "vale um banho de mar" da Casa do Motta e o "vale serviço", da Fábrica de Tecidos de Algodão do Brumado e os modernos "vale refeição" - , apólices, ações e bônus contam um pouco da nossa história econômica.


Insígnia da Imperial Ordem da Rosa
Ouro, brilhante, rubi e esmalte

Cerca de 17 mil peças compõem a coleção de medalhas e ordens honoríficas, nacionais e estrangeiras, entre as quais a medalha comemorativa da aclamação de D. João VI; medalha em homenagem a Pasteur, assinada por Lalique e a placa comemorativa da descoberta da porcelana em Portugal, feita em biscuit e datada de 1775.
Insígnias importantes também integram a coleção, como a "Imperial Ordem da Rosa", criada para perpetuar a memória do segundo casamento do Imperador D. Pedro I com D. Amélia de Leuchtenberg e a "Ordem de D. Pedro I Fundador do Império".

Carimbos precursores Estrangeiros, século XIX

O acervo filatélico inclui selos e inteiros, postais e envelopes de primeiro dia de circulação, além de cerca de 1.200 cartas com carimbos precursores, também chamados de pré-filatélicos, que, dada a sua raridade, constituem os destaques desta coleção.
Já o acervo sigilográfico compreende sinetes, selos, bulas, matrizes e selos secos e o Museu Histórico Nacional possui exemplares significativos, como o selo da cidade livre de Hamburgo ( peça em cera dos séculos XII/XIII ) e duas bulas papais, uma de Clemente VI ( França, século XIV) e outra de Júlio II ( Itália, séculos XV/XVI ).


Berlinda de aparato Imperatriz Tereza Cristina - Cartão telefônico emitido pela Telebrás

O Centro de Estudos de Numismática do Museu Histórico Nacional mantém, ainda, biblioteca especializada, atendimento ao público e setor de pesquisa da coleção, que vem sendo constantemente atualizada através de doações. Novas categorias, como a dos cartões de crédito e dos cartões telefônicos, vêm sendo abertas para fazer frente à modernidade.

As fotos que ilustram o acervo de numismática são de Rômulo Fialdini e foram extraídas do livro Museu Histórico Nacional, editado pelo Banco Safra