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Restauração da Casa do Trem

Com o passar dos anos a Casa do Trem, abrangendo uma área de 1.366 metros quadrados, veio a sofrer graves danos estruturais, que chegaram a comprometer até mesmo sua estabilidade.


Em 1987, com o apoio do Governo da República Federal da Alemanha, através de seu Consulado Geral no Rio de Janeiro, foram iniciadas as obras visando a sua recuperação e integração ao circuito do Museu Histórico Nacional.


Em 1991, a Casa do Trem estava estruturalmente recuperada e à salvo do processo de ruína que a ameaçava. O telhado foi refeito com a substituição total das madeiras duramente atacadas por cupins e a colocação de telhas e calhas novas; a estrutura dos pisos dos diversos pavimentos foi refeita e reforçada, sendo toda a madeira substituída por vigas metálicas e lajes pré-moldadas e as instalações elétricas e hidro-sanitárias foram substituídas. No entanto, ainda eram necessários recursos para a finalização das obras.


A partir da gestão do Ministro Francisco Corrêa Weffort, em 1998, com verba inicialmente do próprio Ministério da Cultura e posteriormente patrocínio do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, as obras foram retomadas e concluídas no primeiro semestre de 2000.


Restaurou-se, inclusive, a arquitetura original do prédio, que incluiu a reintegração do frontão central, que, em 1879, marcava a volumetria do edifício. A varanda do corpo central do terceiro pavimento, resquício do decorativismo de 1922, que não se incorporava harmoniosamente ao edifício, foi retirada.


Foi escavado um pequeno trecho na lateral esquerda da Casa do Trem, que a separa do Arsenal de Guerra, para restituir o nível original do mesmo, evidenciando resquícios originais da pavimentação desta rua. Foram encontradas peças, tais como moedas e vestígios de artilharia, recolhidos ao acervo do Museu.


Destinada a abrigar a coleção de numismática do Museu, a maior do gênero existente na América Latina e uma das mais importantes do mundo, a Casa do Trem dispõe hoje de modernas instalações de segurança, inclusive caixas fortes para a guarda da coleção, de prevenção e combate a incêndios, além de elevador de última geração, já dispondo de infra-estrutura para outras instalações, tais como as de ar condicionado. Foram realizados, ainda, todos os acabamentos necessários para devolver à edificação toda a sua dignidade, garantindo, ainda, condições adequadas à atual museografia e ao conforto do visitante.


Já encontra-se instalado no local o Centro de Estudos de Numismática e sua coleção, inclusive a biblioteca. A partir de 17 de dezembro de 2002, estará aberta ao público a exposição permanente "As Moedas Contam a História". Com patrocínio da Petrobrás Distribuidora e curadoria do Prof. Luiz Correa do Lago, a exposição apresenta o desenvolvimento da moeda no mundo, desde o aparecimento dos primeiros sistemas de troca à atualidade, enfocando aspectos políticos, econômicos, históricos, sociais e culturais.


Elegante, sóbria e com alta qualidade construtiva, a Casa do Trem é hoje um dos raros exemplos da arquitetura do século XVIII, testemunho da própria trajetória da cidade do Rio de Janeiro.


A partir de 2001, a Casa do Trem abrigará, em caráter permanente, a exposição "A História do Dinheiro", devolvendo ao público a maior e mais completa coleção de numismática existente na América Latina.

A proposta de ocupação da Casa do Trem pode ser resumida da forma que segue:

Primeiro Pavimento :
1. Recepção

2. Exposições Introdutórias

3. Gabinete de Numismática

4. Sala Multimídia

5. Pátios


Segundo Pavimento :
1. Exposição Acervo Internacional

2. Exposição Acervo Brasileiro

3. Filatelia

4. Sanitários


Terceiro Pavimento :
1. Biblioteca Especializada

2. Centro de Estudos de Numismática

3. Cobertura do Grande Salão