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Para celebrar o "Dia Nacional da Consciência Negra", comemorado em 20 de
novembro como homenagem a Zumbi dos Palmares, o Ministério da Cultura
inaugurou a exposição "Para Nunca Esquecer: Negras Memórias, Memórias de
Negros", que estará aberta ao público até 31 de março de 2002.
Com curadoria de Emanoel Araújo, a exposição tem por tema a presença do
negro na formação da identidade cultural brasileira, demonstrando essa
herança, por meio da memória e de registros daquela presença, desde os
primórdios do Brasil. Patrimônio intangível, a memória é o tesouro onde se
preserva a história. No caso do negro, a memória guarda marcas da
escravidão, mas também da resistência e da recusa ao esquecimento de suas
origens.
São cerca de 500 obras - entre pinturas, esculturas, gravuras,
litogravuras, objetos, jóias e fotografias - de artistas como Aleijadinho,
Mestre Valentim, Ronaldo Rêgo, Agnaldo Manoel dos Santos, Rubem Valentim,
Mestre Didi, Estevão Silva, Heitor dos Prazeres, Artur e João Timóteo da
Costa, Benedito José Tobias, Debret, Von Martius, Rugendas, Hélio Oliveira,
Otávio Araújo, Pierre Verger, Mario Cravo Neto, Maureen Bisilliat, Walter
Firmo e André Cypriano.
A mostra está assim dividida:
Negras memórias - imagens do sofrimento da escravidão; contratos de compra
e venda, inventários e anúncios de jornais; descrição de comidas e roupas;
e outros signos da inscrição do negro enquanto escravo.
Memórias de negros - o resgate da memória ancestral; a integração do negro
na sociedade colonial e sua participação nas celebrações; e os negros
ilustres e o registro dessa presença na sociedade brasileira.
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