
A maior parte das obras focaliza Minas Gerais - Caeté, Congonhas do Campo,
Diamantina, Sabará, Tiradentes, São João del Rei, Santa Bárbara e Ouro
Preto - mas são de interesse nacional por revelarem padrões conhecidos e
vividos em quase todo o país desde o século XVII.
Assim, através da exposição, conhecemos a casa-grande do engenho Meaghype,
em Pernambuco; a casa patriarcal, imensa, que abrigava além da família, os
compadres, os amigos e os agregados ... recordamos os chafarizes,
responsáveis pela água fresca que abastecia a cidade ... imaginamos os
odores da cozinha, com seu imenso fogão a lenha .... descansamos nas
varandas e alpendres coloniais e desvendamos a intimidade das janelas com
treliças e conversadeiras, herança mulçumana, que atendiam ao recato
imposto à vida familiar ....
Além da obra de Norfini, vislumbra-se o burburinho das lojas, vendas,
armazéns e oficinas, localizados no térreo dos sobrados... Conventos,
igrejas, capelas e oratórios de esquina são marcos dominantes de norte a
sul do país e, nos seus interiores, pias batismais e lavabos em pedra. Nas
ruas, os "frades" protegem o casario das avarias causadas pelos veículos de
tração animal e nas portas, o ferro batido dos espelhos das fechaduras e
das "aldravas", espécie de batedor que fazia as vezes da campaínha
elétrica, chama a atenção.
A Casa do Contratador, o Pelourinho, a Casa dos Contos, a gargalhadeira e o
tronco para escravos relembram a nossa economia.
Reconhecendo a riqueza de informações contidas nessa coleção de 156
exemplares de alto nível estético e artístico, Gustavo Barroso, então
diretor do Museu Histórico Nacional, comprou-a do artista em 1930, para
integrar o acervo do Museu, permanecendo hoje no nosso Arquivo Histórico.
A exposição itinerante é composta de 56 quadros de 46 X 38,5cm e maiores
detalhes podem ser obtidos através do telefone (0xx21) 2550-9259
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